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Nmn — Explicado

Por Redação · publicado 2026-01-24 · última revisão 2026-02-18 · Guide

Esta é uma visão de trabalho sobre Nmn, para quem quer mais que um parágrafo e menos que um manual.

Esta página foi atualizada em 2026-02-18 e é revisada periodicamente.

Contexto

== Críticas == O Renascimento foi historicamente muito enaltecido como a abertura de uma nova era, uma era iluminada pela Razão em que os homens, criados à imagem da Divindade, cumpririam a profecia de reinar sobre o mundo com sabedoria, e cujas obras maravilhosas os colocariam na companhia dos heróis, dos patriarcas, dos santos e dos anjos. Hoje entende-se que a realidade social não refletiu os altos ideais expressos na arte, e que esse ufanismo exaltado em torno do movimento foi em boa parte obra dos próprios renascentistas, cuja produção intelectual, que os auto-apresentava como os fundadores de uma nova Idade Dourada, e que colocava Florença no centro de tudo, determinou boa parte dos rumos da crítica posterior. Mesmo movimentos subsequentes anticlássicos, como o Barroco, reconheciam nos clássicos e em seus herdeiros renascentistas valores valiosos. Em meados do século XIX o período havia se tornado um dos principais campos de investigação erudita, e a publicação em 1860 do clássico A História do Renascimento na Itália, de Jacob Burckhardt, foi o coroamento de cinco séculos de tradição historiográfica que colocava o Renascimento como o marco inicial da modernidade, comparando-o à remoção de um véu dos olhos da humanidade, permitindo-lhe ver claramente. Mas a obra de Burckhardt surgiu quando já era sentida uma tendência revisionista dessa tradição, e a repercussão que ela causou só acentuou a polêmica. Desde lá uma massa de novos estudos revolucionou a maneira como a arte antiga era estudada e compreendida.

Fontes: pt.wikipedia.org

Mecanismo de ação

Nesse processo de revisão crítica, a tradição e a autoridade foram sendo postas de lado em favor do estudo preferencial das fontes primárias e de análises mais nuançadas, contextualizadas e inclusivas; percebeu-se que havia muito mais diversidade de opiniões entre os próprios renascentistas do que se pensava, e que muito devido a essa diversidade se deve o dinamismo e originalidade do período. O rápido avanço em técnicas científicas de datação e restauro e de análises físico-químicas dos materiais possibilitou que inúmeras atribuições de autoria tradicionais fossem consolidadas, e outras tantas fossem abandonadas definitivamente, reorganizando de maneira significativa o mapa da produção artística; foram definidas novas cronologias e redefinidas as individualidades artísticas e suas contribuições; novas vias de difusão e influência foram identificadas, e muitas obras importantes foram redescobertas. Nesse processo, uma série de cânones historiográficos foi derrubada, e a própria tradição de divisão da História em períodos definidos ("Renascimento", "Barroco", "Neoclassicismo"), passou a ser vista como uma construção artificial que falseia o entendimento de um processo social que é continuado e cria estereótipos conceituais inconsistentes. Além disso, o estudo de todo o contexto histórico, político e social foi e vem sendo muito aprofundado, colocando as expressões culturais contra um pano de fundo valorado de uma forma que não cessa de se atualizar e se tornar mais plural.

Fontes: pt.wikipedia.org

Estado das pesquisas

Assim, muitos historiadores começaram a concluir que o Renascimento vinha sendo sobrecarregado com uma apreciação excessivamente positiva, e que isso automaticamente, e sem uma justificação sólida, desvalorizava a Idade Média e outros períodos. Boa parte do debate moderno tem procurado determinar se ele representou de fato uma melhoria em relação ao período anterior. Tem sido apontado que muitos dos fatores sociais negativos comumente associados à Idade Média — pobreza, corrupção, perseguições religiosas e políticas — parecem ter piorado. Muitas pessoas que viveram na Renascença não a tinham como uma "Idade Dourada", mas estavam cientes de graves problemas sociais e morais, como Savonarola, que desencadeou um dramático revivalismo religioso no fim do século XV que causou a destruição de inúmeras obras de arte e enfim o levou à morte na fogueira. Johan Huizinga argumentou que o Renascimento em certos aspectos foi um período de declínio em relação à Idade Média, destruindo muitas coisas que eram importantes. Por exemplo, o latim havia conseguido evoluir e manter-se bastante vivo até lá, mas a obsessão pela pureza clássica interrompeu este processo natural e o fez reverter à sua forma clássica.

Fontes: pt.wikipedia.org

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Uso e manuseio

Para Jacques Le Goff e outros de sua escola, o Renascimento foi um período em que as continuidades em relação à Idade Média foram mais importantes que as rupturas — incluindo a permanência do conceito do direito divino dos reis e dos rituais da monarquia sagrada, das bases técnicas da produção material, da concepção da história, da busca da autoridade nos antigos, do pensamento sobre os fundamentos da sociedade e sua divisão em três ordens, e do papel dominante da Igreja —, e assinalou que a ideia de um renascimento e o desejo de um retorno a uma Idade Dourada idealizada e localizada na Antiguidade impregnou a cultura europeia até depois da Revolução Francesa; de fato vários "renascimentos" floresceram antes e depois do italiano, em particular o carolíngio, o otoniano e o neoclássico. Muitos estudiosos apontaram que nesta fase a recessão econômica predominou sobre os períodos prósperos, mas outros rebatem dizendo que isso parece ter sido um fenômeno pan-europeu e não especificamente italiano ou florentino, enquanto Eugenio Garin, Lynn Thorndike e vários outros consideram que talvez o progresso científico realizado tenha sido na verdade bem menos original do que se supõe. O historiador da arte Erwin Panofsky defendeu a ideia de falarmos sobre "Renascimentos", não excluindo a existência do movimento clássico (com R maiúsculo), mas, além de questionar a sua grandiosidade histórica, procurar abordar e analisar outras expressões semelhantes de renascimentos que ocorreram em outras partes da Europa e Ásia nos séculos XI e XII.

Fontes: pt.wikipedia.org

Perguntas frequentes

O que é Nmn?

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